Hoje em dia, o conceito de competências é muito popular no mundo corporativo. Com isso, surgiram muitas consultorias na área de RH que o adotaram como carro chefe. Como expliquei na página sobre Competências, podemos considerar, competências (muito bem desenvolvidas) e pontos fortes como sinônimos. Já existem consultorias especializadas para assessorar empresas no que se chama mapeamento de competências e não é meu foco atuar nesta área.
Acredito que com a minha experiência prática, meus estudos e certificações, posso oferecer ajuda para os seguintes desafios:
Desafio 1: Quando tentamos definir a “essência” de uma competência ou ponto forte, devemos dar muito mais atenção à parte “inata” a que à parte “adquirida”. O “Big Five Workplace Profile” e outras ferramentas relacionadas são de grande ajuda aqui. Elas podem, inclusive, complementar outras ferramentas usadas por outras consultorias, em um mapeamento de competências.
Desafio 2: Alerto, porém, que, por mais que utilizemos as ferramentas e metodologias mais sofisticadas, nunca teremos o encaixe perfeito entre pessoa e cargo. A melhor explicação para isso, vem de Peter Drucker, quem falou que Deus não criou as pessoas para serem “recursos humanos” de empresas; elas nunca vem com o “perfil ideal” para os diversos cargos de uma empresa; e eles não podem ser “configurados” como se fossem aparelhos numa fábrica. É por isso que a gestão de pessoas exige tanto (!) tempo de todo gestor.
Como a maioria dos gestores hoje em dia sofre de falta de tempo, não deveria surpreender que eles prefiram crer e praticar, justamente o contrário do que Drucker disse. A ironia é que desta maneira, acaba-se perdendo mais tempo e dinheiro.
Em função de toda essa complexidade, a CentACS desenvolveu ainda o Human Resource Optimization (HRO) que oferece amplas sugestões para lidar com a inevitável “tensão” entre o perfil ideal de um cargo e o perfil real do seu ocupante.Sou treinado para trabalhar com este método também. De certa forma, é como um coaching do coach, eu ajudo ao gestor a realizar um coaching com seus funcionários. Tomando em conta a complexidade e demanda de tempo de um processo de gestão de pessoas bem feita, um consultor pode ser uma enorme ajuda, mesmo para quem já se sente forte nessa área.
Desafio 3: Na teoria, personalidades e fortalezas divergentes são uma benção para qualquer equipe de executivos ou empresários, pois aumentam a criatividade e evitam pontos de “cegueira”. Porém, na prática, é mais comum que essas divergências causem muitos atritos e malentendidos. A boa noticia é que uma “intervenção” rápida pode muitas vezes resolver. O consultor atua quase como um quiroprático, aliviando dores e pontos de tensão no grupo, liberando seus centros de energia.
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